A ambliopia, causa prevalente de deficiência visual na infância, ocorre quando o encéfalo suprime a imagem captada por um dos olhos. O atraso no diagnóstico e na intervenção precoce pode acarretar a perda permanente da visão da criança.

O que causa a ambliopia?
Ela pode ser originada por problemas de foco (defeitos de refração), olhos desalinhados (estrabismo), glaucoma, catarata ou outros problemas de visão. A ambliopia por privação de estímulo, ou ex-anopsia, é verificada quando o desenvolvimento visual é interferido por doenças que impedem a entrada de luz no olho para uma visão adequada — tais como catarata congênita, opacidade da córnea ou cicatrizes.
Ambliopia sintomas
Detectar os sintomas exige cautela, visto que a sutileza marca as manifestações clínicas desta condição. Pacientes que sofrem deste distúrbio frequentemente apresentam déficit na percepção de profundidade (estereopsia) e encontram dificuldade ao estimar a distância relativa entre objetos.
Ambliopia tem cura?
A cura para a ambliopia não é conhecida. Contudo, terapias cognitivas não invasivas são aplicadas para que o encéfalo seja treinado, permitindo que novas conexões neurais sejam desenvolvidas no nível do córtex.
Tratamento tardio
Especialistas confirmam que a reabilitação visual funciona em casos de ambliopia, mesmo após os 8 anos — idade que a literatura médica tradicional define como o limite da maturidade visual.
Contudo, parte da classe médica ainda duvida da eficácia dos protocolos em adultos. Frequentemente, esses profissionais baseiam suas condutas na premissa equivocada de que a medicina dispõe de poucas opções para tratar a miopia ou a ambliopia tardia.
Cirurgia
A resolução definitiva do quadro exige o tratamento direto da etiologia do “olho preguiçoso”. Especialistas realizam essa correção mediante cirurgia de catarata, prescrição de lentes corretoras para erros refrativos (miopia ou hipermetropia) ou reposicionamento cirúrgico da musculatura ocular.
Além dessas intervenções, oftalmologistas prescrevem exercícios específicos para fortalecer a conexão sináptica entre o sistema visual e o encéfalo.



